Já havia lido algo a respeito, mas quando ouvi o pessoal do Braincast comentando, resolvi ir atrás e descobrir mais sobre essa ação com Storytelling que aconteceu no Festival de escritores de Melbourne, Austrália. Pois é, os caras inovaram bastante lá do outro lado do mundo.
De fato, o mais bacana é a mídia usada para a ação. Nos nossos cursos de Storytelling sempre nos deparamos com a frequente dúvida “como e onde usar o storytelling”. Essa ação responde bem a esse questionamento. A moral da história é que, assim como aqui na MonkeyBusiness nós usamos o storytelling em apresentações, essa tecnologia pode ser usada em qualquer lugar. Portanto, tem que ser relevante, prender a atenção e ser viável. Afinal, de resto, deixa que uma boa história resolve.
Melbourne Writers Festival
Mas vamos para o Melbourne Writers Festival. Seis roteadores sem fio (os famigerados wireless) foram usados para lançar um novo gênero literário, batizado pelo próprio festival de “Wi-Ficção“, exatamente por usar a rede Wi-fi do lugar e contar uma série de histórias somente usando o nome da rede que aparece no seu smartphone (ou qualquer outro gadget que se conecte com um roteador sem fio) assim que ele capta um novo sinal.
A saber, o Melbourne Writers Festival é um evento anual (bastante parecido com o nosso festival de Paraty, o Flip). Bem como este ano a grande novidade foi, além de todos os muitos escritores ilustres e os lançamentos literários do período, um escritor chamado roteador, anunciado como “o pioneiro de um gênero totalmente novo, conhecido como ‘Wi-Ficção.” Cerca de 15 obras já foram produzidas usando essa nova tecnologia, todos elas distribuídas através de um conjunto de seis roteadores.
Funciona mais ou menos assim: cada local do festival tem um sinal de wireless com um nome, então o “leitor” anda pelo espaço com o smartphone na mão, e ele vai captando os sinais desses roteadores e incluindo na sua lista wireless, como cada roteador tem um nome, que é uma parte da história, ela acaba se montando no seu gadget ao caminhar. O vídeo abaixo demonstra o Wi-ficção em ação:
Assim também, bem semelhantes aos 140 caracteres do Twitter (nesse caso, bem menos), as histórias de “Wi-Ficção” ficam presas aos limites do tamanho da lista de redes sem fio. Ao mesmo tempo, surpreendem por nos trazerem histórias em um meio novo e inesperado. Ou seja, essa é a beleza da ação. Serve como case de que podemos sim usar e abusar do storytelling em diversas mídias. E se as mídias que conhecemos não forem o suficiente, sempre poderemos inventar algo novo.
E você? Onde vai contar a sua próxima história?
• Agradecimento ao Brainstorming9 e ao Braincast, e ao springwise.com.

