Criatividade pode ser algo tão abstrato que um teste de criatividade pode parecer ineficaz. Assim, você se considera criativo? Acredito que todos nós somos. Acontece que acabamos colocando a criatividade como “criar algo que ninguém pensou antes” e isso pode ser um pouco longe de nós, pobres mortais. Mas, se você mudar o conceito básico da criatividade e encará-la como “um novo caminho para atingir um objetivo”, as coisas ficam um pouco mais possíveis.
Mas e no momento de aplicar a criatividade? Seja no seu trabalho, estudo, hobby ou nos relacionamentos de todo dia. Você se sente mais criativo quando está feliz ou triste? Para ajudar nessa resposta, leia o texto para fazer um teste de criatividade.
É comum vermos pessoas relacionando um momento de criação com aquela imagem do artista frustrado, em um atelier sujo, bagunçado, sem comer há um bom tempo e apoiado em algum vício. Não precisa ser assim. Mas também não é o oposto: um artista feliz, em um lugar lindo, criando no momento mais feliz da sua vida.
O segredo é a mistura de emoções
Esqueça a polarização: costumamos criar melhor quando estamos vivendo um mix de emoções ao mesmo tempo. Ou seja, pense na alegoria de um pêndulo:
No lado esquerdo é a felicidade. No direito, a tristeza. Pense nesses sentimentos isolados quando estamos nos extremos do balançar do pêndulo. Nesses extremos o ser humano não é criativo. Ele apenas desenvolve ideias já formuladas. Sabe onde somos mais criativos? Exatamente no meio: Quando misturamos as emoções.
Podemos encarar essa mistura de emoções como o famigerado nervosismo: nesse, estamos mais aptos a criar. E a explicação é que, exatamente pela falta de experiência do ser humano nessa situação (geralmente estamos nos extremos), o cérebro entende que estamos vivendo um momento diferente, e por isso, se abre para entender e abrir novas perspectivas.
Também podemos fazer um paralelo com o conflito, tão importante no storytelling e na construção de apresentações impactantes: geramos conflitos quando colocamos duas ideias opostas (extremas) em conexão. Com isso, garantimos a atenção do público, porque nesse momento geramos um desconforto. Assim como o nervosismo, proposto acima. E nesse momento, tanto na história como no palco, conseguimos a atenção da audiência.
Para a criatividade, a abertura de novas perspectivas e para a retenção de atenção, nada melhor do que trabalhar com um mix de sentimentos. Pense nisso para sua próxima criação ou apresentação. E passe esse teste de criatividade para aquele seu amigo que não se acha criativo.

