Esqueça a apresentação maravilhosa que você fez no PowerPoint, Keynote ou Prezi. Esqueça aquele vídeo super bem produzido que você utiliza nos eventos para falar de você ou de sua empresa: sem qualquer material de comunicação, quem é você na fila do pão? Você realmente sabe se apresentar?
Muitos profissionais se deparam com situações “de networking”, ou então recebem convites para eventos que elegem razões para você participar, e uma das razões em comum que todos levantam é “ótima oportunidade para fazer relacionamentos”.
Mas você sabe fazer isso? Eu tive péssimas experiências no começo de minha carreira e acabei aprendendo na marra. Claro que eu não sou um especialista em relacionamentos corporativos, por isso que o post de hoje é baseado no texto de Bernard Marr.
O poder de se apresentar bem perante seus relacionamentos corporativos
Esses relacionamentos corporativos são verdadeiros desafios e, principalmente, raras habilidades que podemos encontrar nos profissionais (não é porque você a-do-ra falar que você terá sucesso no networking). Essas oportunidades possuem grande chance de se tornarem vergonhosas, até mesmo de vergonha alheia (caso alguém cometa os erros ao tentar se aproximar de você). Pensando nisso, Marr desenvolveu uma apresentação com algumas dicas de como você deve se apresentar a alguém.
Se você não quiser ver a apresentação acima, segue abaixo as dicas que ele passa de como você não deve se apresentar:
Descrevendo o currículo
É como se a pessoa estivesse lendo o currículo na sua frente. Em primeiro lugar, comece pelo nome, as empresas que passou, os trabalhos que participou, os prêmios (zzz…) etc. Será que temos tanta disposição para ficar ouvindo alguém vomitar seu currículo em nosso colo?
Em tempo: apresentações que só falam sobre o profissional. A empresa onde ele atua e os cases que ele participou também repercutem o mesmo efeito. Com a diferença de que em uma apresentação é mais difícil você fingir que vai pegar um café e fugir daquele momento constrangedor.
Lançador de cartões
O profissional entra em uma roda de pessoas. E então, sincronizado com o momento em que se apresenta, já saca um cartão e estende para cada um. O cartão de visitas não é uma forma de se introduzir.
Lançador de cartões com duplo carpado
Não basta a pessoa sacar um cartão (se você sequer ter pedido). Ela saca dois sob a justificativa de que o segundo é para “momentos em que você quiser me recomendar à alguém”.
Informação demais
Ficar tão entusiasmado em conhecer alguém que você começa a falar, disparadamente, sobre tudo que vem à mente. E, quando acontece esse descontrole, às vezes algumas informações que deveriam ser particulares vêm à tona.
Storytelling desconexo
Não basta falar o currículo inteiro. O profissional também começa a falar de sua vida pessoal, desde a forma como ele chegou até aquele evento até o dia em que conheceu a esposa, bem como qual restaurante ele está pensando em ir no intervalo ou até mesmo sua opinião política.
Mão mole
Sabe aquele aperto de mão onde você sente que a pessoa te deu uma mão de borracha? Ou quando a pessoa solta todo o peso da mão e, logo após o aperto, a mão logo cai da sua? Culturalmente a maior parte dos profissionais estende sua mão à outra pessoa quando se cumprimentam. E na hora de se apresentar o aperto de mão é fundamental (mesmo que você ache besteira).
Tiro de canhão
A autoconfiança (ou o ego inflamado) é tão alta que a pessoa se acha na liberdade de entrar em qualquer conversa sem ser convidado. Até mesmo onde ele não conhece ninguém. Se você deseja entrar em uma roda de pessoas, espere ter algum reconhecimento visual de um dos integrantes para, então, entrar.
Zumbi digital
A pessoa que foi absorvida pelo celular e não sai do ciclo “redes sociais/e-mail/notícias/whatsapp” (ou qualquer outro aplicativo que você seja viciado e use mais de três vezes ao dia).

