Histórias precisam encantar. Não dá para fazer uma ruim só porque está dentro de um ambiente corporativo. Veja como uma boa série pode te inspirar a criar um bom storytelling em apresentações:
Quando uma boa série acaba, costumamos nos sentir órfãos daqueles personagens. Da dinâmica, do horário semanal em que parávamos tudo para entrar naquele universo e viver com aquelas pessoas. Aconteceu comigo diversas vezes, por exemplo, começou com Os Sopranos e, agora, Breaking Bad foi a última vez. Afinal, podemos aprender a criar storytelling em apresentações através das séries? Sempre!
Mas não é novidade falar sobre a qualidade de Breaking Bad. Como o roteiro impecável que te prendia mesmo nos episódios mais planos e que os personagens eram tão bem construídos, que torcemos durante cinco anos por um fabricante de metanfetamina. Mas tenho um ponto novo para citar, que mostra a qualidade da série: Better Call Saul.
Quem assistiu Breaking Bad certamente se lembra do Saul Goodman (interpretado por Bob Odenkirk). O advogado pilantra e bem humorado que ajuda Walter White e Jesse Pinkman nos seus negócios ilícitos. Better Call Saul vai virar uma série com estréia agendada na AMC para 2014. Ela então contará a história do advogado, paralela aos acontecimentos de Breaking Bad, e há rumores de que acontecerão encontros com personagens dela.
A série é escrita pelos mesmos criadores de Breaking Bad (Vince Gilligan e Peter Gould). E é a prova de que um bom storytelling, para entretenimento ou corporativo, é criado com profundidade. Serve para storytelling em apresentações ou storytelling em vídeos.
Como fazer um bom storytelling em apresentações?
Isso é importante porque sempre que precisamos criar um storytelling corporativo não podemos nos resumir à apresentação profissional. Contando apenas uma história simples pensando no número de slides que ela deve durar. Isso é muito plano. Boas histórias são desenvolvidas com cuidado e profundidade. Os personagens são criados completos, com signo, data de nascimento, animal de estimação, time do coração etc.
Muitas vezes a maioria dessas informações não aparece na história e isso é normal. Pois podemos (e devemos) dividir o story do telling, quando falamos de storytelling em apresentações: o story é a história criada, completa, densa e cheia de detalhes, enquanto o telling é um segundo momento, um recorte preciso dos fatos que precisamos daquela história, para a transmissão do uma mensagem.
Better Call Saul será a prova de que essa técnica é essencial para a criação de boas histórias – esperamos que não nos decepcione. Saul Goodman era tão complexo que pôde virar uma série, e os fatos de Breaking Bad são tão bem construídos que é possível criar uma história paralela a ela, usando um personagem secundário agora como protagonista.
A verdade é que quando você cria uma boa história, complexa e com todos os detalhes possíveis sobre todos os personagens, lugares, ações, é possível desdobra-la em outros pontos de vista. Uma história fraca não: personagens planos e sem detalhes não têm fôlego para esse tipo de continuação.
E lembre-se que se você cria uma apresentação com storytelling para a sua empresa isso não quer dizer que você terá um desconto, não existe café-com-leite no storytelling, toda história criada, corporativa ou não, concorre.
Portanto, pense em criar uma boa história.

