Proibir o uso do PowerPoint é o método usado por profissionais que querem mais pragmatismo. Mas ele é o culpado pela enrolação?
Hoje recebemos a informação de que a presidente Dilma Rousseff tomou a decisão de proibir o uso do PowerPoint. De acordo com as palavras de Ilmar Franco:
A presidente Dilma proibiu o uso de PowerPoint pelos ministros no encontro dos prefeitos. Ela também não quer saber de balanços e longos discursos. Os ministros devem se concentrar nos programas e ações para atender aos municípios.
De fato não é uma notícia surpreendente. Pois atualmente diversos profissionais estão ficando mais atentos às apresentações, cansados de mesmice. Isso é normal e nós somos contratados por isso. Mais que isso: muitos buscam cada vez mais inovarem em suas apresentações corporativas. Porém eles não têm ideia de como fazer acontecer.
Desta forma, todos param na proibição, e não possuem uma solução. Pior ainda é quando a solução baseia-se em escolher o oposto do cenário atual: por exemplo, as pessoas estão cansadas de apresentações enfadonhas, então creem que é melhor impedir qualquer tipo de apresentação.
Antes de proibir o uso do PowerPoint, que tal aprimorá-lo?
Tantas ferramentas foram transformadas com o tempo. Tanto por causa das necessidades crescentes de acordo com o tempo em que vivemos quanto por necessidade. Afinal, tudo evolui, se transforma e se adapta as condições do ambiente. Eliminar a ferramenta é uma atitude muito extremista. E apesar da declaração acima, as apresentações estão longe de serem exterminadas. Proibir o uso do PowerPoint não vai acabar com a enrolação.
Por que as pessoas odeiam e culpam tanto o PowerPoint pelas apresentações ruins que assistem? O software não possui inteligência artificial para desenvolver apresentações. Ele simplesmente é uma ferramenta que as pessoas utilizam. E, convenhamos, utilizam com um péssimo gosto. A culpa é de quem faz a apresentação, e nada mais.
Também existem apresentações feias no Keynote e no Prezi. Mas como os dois últimos representam a classe alternativa, moderna e descolada das apresentações, raramente são alvos de ataques. Embora precisem de alguns. Inclusive, muitas apresentações nessas ferramentas são péssimas.
Proibir o uso do PowerPoint funciona?
Se o governo está com problemas em sua comunicação através de apresentações profissionais, era muito simples resolver este caso: ligassem para nós. E teríamos o maior prazer em prestar uma consultoria na área de apresentações. Mais do que isso: em fazer suas apresentações. Certamente os programas seriam poupados de injustas acusações. E todos saberiam comunicar seus programas e projetos de forma mais clara e assertiva.
Concluindo: gostamos da visão da Dilma, em buscar objetividade. Realmente precisamos dela. Uma característica que está em extinção na classe dos palestrantes atuais. E, finalmente, gostaríamos de alertá-la (pena que ela não nos conhece, tampouco este blog) de que proibir a ferramenta não resolverá o problema humano de comunicar de forma profissional. Ou seja: proíba a enrolação. Não a ferramenta.
Diante disso, torcemos que esta notícia inspire você a repensar sua forma de comunicação com apresentações corporativas. Falta de objetividade incomoda até o alto escalão do país, que dirão as pessoas que te assistem? Enfim, achamos que o problema está na pecinha sentada na frente do Powerpoint, não no software.

