Toda peça corporativa é um palco com plateias simultâneas. Ou seja, tem a que você vê na sala e a que você não vê nos smartphones de cada membro da sua plateia enquanto você tenta se comunicar. Assim, ao se perguntar o que é Audience Design, podemos começar identificando que Audience design é o nome acadêmico para a prática mais subestimada da comunicação: desenhar linguagem, ritmo, visual, motion design e argumento para quem realmente está te assistindo antes de tudo, mas para quem vai assistir depois. Dessa forma, quando você acerta isso, sua mensagem vira argumentos que levam à uma decisão positiva. Quando erra, vira arquivo na mente do seu público, pronto para ser esquecido.
O que é Audience Design e como utiliza-lo na minha comunicação corporativa
Para começar, saiba que conceito de audience design nasce na sociolinguística e, em termos simples, diz: a gente muda o jeito de falar conforme o público. Isso não só por educação, mas por estratégia de sentido e identidade. Dentro desse conceito de o que é Audience Design , Allan Bell formaliza esse efeito como “estilo em resposta à audiência”. Ou seja, o emissor da mensagem ajusta escolhas tais como vocabulário, formalidade, exemplos e até pronúncia olhando para papéis diferentes de audiência. Seja do “endereçado”, passando ao “overhearer” (quem ouve sem estar no foco) até o “eavesdropper” (quem escuta sem ser ratificado).
O pulo do macaco é que audience design faz sentido ao pensamento estratégico de mapear participação. Em qualquer comunicação corporativa tais como Apresentações Profissionais, Vídeos e Animações (no nosso caso aqui na MonkeyBusiness), sempre existe o “público principal” (quem decide), os “auditores” (quem influencia), os “overhearers” (quem vai pegar o material depois) e até “eavesdroppers” (concorrência, imprensa, fornecedores, tribunal do LinkedIn). E, por fim, existe ainda o referee design: quando você escolhe falar “como” um grupo que nem está presente, para sinalizar pertencimento e gerar conexão.
Como aplicar o Audience Design na comunicação corporativa
Aplicando o conceito de Audience Design em Apresentações Profissionais, como fazemos aqui na MonkeyBusiness como pioneiros no Mercado desde 2009, o erro clássico é desenhar slides para a sala e esquecer a vida deles no pós-sala. Assim, seu deck vira uma conversa sem contexto quando é encaminhado. Para não errar aqui, aplique o Audience design de forma que ele resolva uma arquitetura em camadas: (1) narrativa principal para o decisor (tese, custo, escolha), (2) trilho de evidências para auditores (métricas, critérios, riscos), (3) “legibilidade assíncrona” para overhearers (glossário mínimo, definições em uma linha, slide de contexto que não depende da sua fala). E, se houver risco de eavesdroppers, você controla o que “vaza”: o que vai no slide, o que fica na fala, o que vai em anexo. Como fizemos na apresentação institucional da CODECs:
Já em vídeos corporativos, outra especialidade da MonkeyBusiness, o problema é maior, pois a audiência se multiplica ainda mais: quem assiste com som, sem som, no celular, em 1,5x, no feed, no onboarding. Ou seja, mais do que uma Apresentação Profissional, o vídeo tem uma vida além da sua primeira audiência. Nesse caso, o Audience design aqui vira engenharia de canal: roteiro com frases curtas e “ancoráveis”, legendas que não sejam mera transcrição, e visual que carregue a ideia sem depender de narração. Isso porque o público decodifica o que você codifica a partir do repertório e do contexto de consumo. Como fizemos nesse vídeo institucional que criamos para a Fatrio:
Para finalizar, em animações corporativas, o estilo é literalmente uma decisão de audiência: é você dizendo “isso é simples”, “isso é sério”, “isso é premium”, “isso é didático”. Na MonkeyBusiness, a gente usa audience design para escolher linguagem visual e ritmo antes de escolher a técnica ou a estética. Veja, definir a audiência antes de tudo indica para você qual será a linha visual da sua ilustração. Assim, para um comitê C-level por exemplo, precisa de menos firula e mais hierarquia. já para um time operacional, sua animação corporativa demanda mais passo a passo; para público misto, metáforas e exemplos com redundância inteligente (sem infantilizar). Como fizemos nessa Animação Explicativa que criamos para a My Food Source:
O resultado é apresentação, vídeo e animação que parecem “feitos para mim” — porque foram. E isso garante muito mais sucesso na sua comunciação corporativa. E nós da MonkeyBusiness somos os melhores nela, porque nossos métodos estratégicos e criativos garantem mais sucesso para nossos mais de dois mil clientes.