Como entender a evolução do formato dos vídeos? Não é novidade afirmarmos que o vídeo é o formato de comunicação mais eficiente. Mas podemos ir um pouco além dessa análise. Afinal, não é só de eficiência que uma ferramenta de comunicação vive hoje em dia. Sim, esse é um parâmetro importante. Mas não o único. Assim, outra característica importante dos vídeos é que eles são muito versáteis. Ou seja, funcionam em diversas plataformas, e até podem ser alterados para se transformarem em outras mídias. Tais como podcasts, postagens em redes sociais, etc.
Dentro desse mar de possibilidades de entregas criativas, é importante observar bem qual é o formato do seu vídeo ou animação. Sim, eles influenciam muito na entrega criativa. Ou seja, o formato do seu vídeo deve estar adequado às plataformas que você busca hospedá-lo. E é aí que entramos em um novo oceano: o oceano de formatos de vídeos.
Afinal, lidar com vídeos de diferentes tamanhos e proporções nos abre diferentes possibilidades criativas, é verdade. Afinal, um vídeo em formato 4:3, por exemplo, funciona bem para um conteúdo visual mais “blocado”. Ao passo que os vídeos de stories, no formato vertical funcionam melhor para outro tipo de conteúdo visual. E isso que ainda estamos falando dos formatos. Ainda podemos falar da duração deles (em tempo mesmo), dinâmica, etc. Ou seja, as possibilidades de formatos são infinitas. E, dentro dessa realidade, a primeira questão a ser respondida é que todas elas devem ser resolvidas antes mesmo de se iniciar o vídeo. Mas, antes mesmo dessa questão, vamos falar um pouco de história:
Os diversos formatos dos vídeos durante os últimos anos
Talvez a última grande mudança que nós, produtoras de vídeo, vivemos, foi a transição do SD para o HD. Nós, aqui da Monkey Motion, vivemos ela não apenas nos vídeos e animações. Mas também nas apresentações. Assim, durante esse tempo de transição, produzíamos uma apresentação, vídeo ou animação na proporção 16:9 (widescreen), mas sempre buscando manter as informações vitais dentro da proporção 4:3.
Assim, essa atenção às Áreas Seguras foi a solução encontrada para que os novos usuários pudessem ter seus vídeos no formato novo, mas que os antigos também pudessem consumi-lo. Talvez você tenha percebido que as transmissões dos grandes canais de TV assinavam com o logo da emissora não no canto do formato 16:9, e sim no 4:3. Dessa forma, quem assistia em 16:9 via esse logo com uma boa margem de distância da lateral.
Então, o mais nítido pra nós era na criação das apresentações. Tínhamos métodos e modelos de criação para as duas realidades (16:9 e 4:3) e víamos clientes com notebooks e projetores nas duas configurações. Era uma loucura! Finalmente essa era acabou e todos entramos no formato 16:9. Mas aí entraram os formatos de vídeos de stories, etc. E tudo voltou a ser volátil!
Bem, hoje em dia, não temos esse “luxo”, mas estamos vivendo em uma era que aproxima o conteúdo de vídeo dos clientes mais do que nunca.
Os diferentes tipos de vídeos e mídias que temos hoje
Hoje em dia, se queremos explorar todo o potencial dos vídeos e ter público para eles, assistindo, o mesmo conteúdo precisa funcionar, pelo menos, nas seguintes proporções: horizontal(16:9), vertical(9:16), quadrado (1:1) e no “padrão de mídia social”(4:5). Percebeu como a era da transição dos formatos de vídeo nunca acaba?
Isso porque não é só o formato dos vídeos que requer constante adaptação. Sua duração também muda de acordo com o local onde os vídeos estão sendo compartilhados. E de acordo com o público-alvo também. Sim, pequeno padawan. Tem mais variável chegando aí.
Lembra da época que os vídeos seguiam o formato de anúncio de TV? Trabalhávamos pensando somente em 30 segundos na maioria das vezes. Isso também mudou! Quando os vídeos explicativos começaram a ganhar força online, a marca de 1:30 min a 2:00 min tornou-se um padrão para vídeos na internet. No entanto, com o aumento do consumo de vídeo nas redes sociais, vídeos adicionais de 5 a 10 minutos (conteúdo do YouTube), 60 segundos (postagens no feed do Instagram) e aqueles de 10 a 15 segundos (Instagram/Facebook Stories) entraram no jogo.
A forma, função e o formato dos vídeos hoje
Sim, é mais complexo planejar os vídeos hoje em dia. Mas sejamos justos afirmando que todos esses formatos e durações ajudam bastante na criatividade. Ou seja, dessa forma podemos ir mais longe na produção dos vídeos, animações e até das apresentações!
Portanto, a chave aqui é planejar essa adaptabilidade de formato dos vídeos já no início do projeto audiovisual. Ao invés de fazer tudo e depois fazer alguns “cortes”. soluções inteligentes para resolver esses requisitos de proporção.
Mas sempre lembrando que um bom vídeo traz mensagens, significado, etc. E envolve seu público. Esse tem que ser o seu norte. E, se encararmos todas essas possibilidades de formatos e durações como possibilidades criativas, o céu é o limite. E não é isso que sempre buscamos?

