É triste: mas você anda matando suas boas ideias
Começando com uma boa ideia: analisamos alguns paradoxos do design. Quer dizer, mais especificamente uma série de imagens feitas pelo designer Tobias Bergdahl com base na leitura de outro designer, Adrian Shaughnessy, e encontramos uma grande verdade. De fato você anda matando suas boas ideias.
Dentre diversas citações, como por exemplo “Não existe cliente ruim, apenas designers ruins” . Ou então “A melhor forma de sermos melhores designers é se tornando um cliente”. A verdade que bate em nossas caras com uma mão aberta e molhada é essa: muitas ideias morrem não porque são ruins, mas porque não foram bem apresentadas.
Muitas vezes acreditamos que a ideia tem vida própria. E, ainda, carisma ímpar capaz de conquistar a empatia de qualquer profissional. A ponto de você não precisar se preocupar em apresenta-la. Isto é, há quem acredite que ideia boa dispense apresentações. Meu caro, você nunca esteve tão enganado.
Apresentação é sobre comunicar uma ideia a alguém (ou, geralmente, uma audiência). E essa comunicação precisa vir de uma única fonte: o interlocutor.
Facebook não foi uma inovação, ainda mais em um mundo onde todos estavam com a cabeça enfiada dentro do Orkut. Dentre diversas razões, uma delas foi a forma de apresentar a ferramenta à audiência. No caso, um dos primeiros investidores que acreditou na ideia.
A ideia vive ou morre dependendo da sua comunicação
Muitas ideias morrem porque são mal apresentadas para as pessoas, não refletem a essência delas, não comunicam o necessário para fazer alguém entender a visão do criador.
Comunicar vai além de simplesmente transmitir uma mensagem, é fazer com que a audiência consiga facilmente assumir sua perspectiva e compreender sua visão sobre o que está apresentando.
Então, da próxima vez que algo der errado em sua Apresentação (esperamos que não!): reflita sobre as causas para não ter dado certo, não tenha medo de ser seu próprio advogado do diabo e levante os pontos negativos – análise pragmática é isso!
Aprendemos com o tempo. Então os menos experientes talvez experimentem mais momentos assim do que gostariam. Ao menos poderão tirar uma lição valiosa, a experiência.
Ideias se alimentam de crença. Se ninguém acredita, elas morrem.

