Quem trabalha com design precisa de um código moral? Então conheça o juramento do designer e avalie se todo profissional precisa de um:
Em primeiro lugar, muitos profissionais passam por um juramento antes de entrarem oficialmente no mercado. Por exemplo: médicos, políticos (uma pena que muitos se esqueçam depois) e advogados são exemplos mais comuns, até mesmo banqueiros na Holanda possuem um. Mas como seria se o designer tivesse um código moral a seguir? E então se existisse o juramento do designer?
No evento WDCD2015 a questão foi levantada por Jeroen Junte, jornalista da área, ao indagar como seria se todo designer tivesse uma promessa de exercer sua profissão de forma responsável.
Junte ainda afirma que “o design molda nosso mundo – literal e figurativamente, e todo profissional que trabalha com essa responsabilidade precise exercer um código moral. Afinal, devemos esperar que o design ajude o mundo a se tornar um lugar melhor, mesmo que apenas um pouco, e o designer não pode fugir dessa responsabilidade. ”
Por fim, o juramento do designer proposto no evento (e todos proclamaram):
O Juramento do Designer
Eu prometo agir de forma honesta, aberta e transparente.
Considerarei cuidadosamente os interesses da sociedade, usuário, cliente e seus funcionários.
Eu não farei projeto algum que seja prejudicial para o usuário, nem farei projeto algum com intento de prejudicar outras pessoas.
Não farei projeto algum que incite o ódio ou a violência, ou que leve à opressão.
Eu não farei projeto algum que se baseie em trabalho infantil ou qualquer outra forma de exploração.
Não farei projeto algum que utilize recursos prejudiciais ou de baixa qualidade.
Me conterei em desperdiçar energia, matérias-primas ou trabalho.
Respeitarei a autonomia criativa de outros designers.
Reconhecerei os limites da minha profissão.
Isso eu prometo!

