Já saiu de moda falar eu odeio o PowerPoint. Assim como já saiu de moda o famoso eu acho o Prezi muito criativo. E a partir daí todos se calaram e voltaram a trabalhar. Pensando na grande mudança que os tablets estão promovendo no comportamento das pessoas, principalmente nos profissionais que optaram por ele pela sua praticidade e conforto, as apresentações tiveram que ser adaptadas para este formato. Algo que, infelizmente, muitas empresas não pensaram a respeito (mesmo tendo a versão mobile). É o caso do Haiku Deck.
Haiku Deck (aqui) é um aplicativo para iPad para desenvolver apresentações, com um diferencial bastante interessante. Digitando o texto do slide, ele acessa um banco de dados com mais de 35 milhões de imagens Creative Commons que tenham relação com seu conteúdo. Recentemente, firmaram uma parceria com a Getty Images.
Como funciona o Haiku Deck?
Para quem usa muitas apresentações no iPad, é uma ferramenta excelente. Porém não espere animações: os slides são totalmente estáticos, com exceção das transições (que ainda são um tanto conservadoras). Se você não é um fã de bullet-points com complexo de Cirque du Soleil, recomendamos a alternativa.
A primeira impressão é de você estar desenvolvendo apresentações com o método de Lessig. E, aliás, a ferramenta propõe ao usuário que opte por pouco texto por slide. Assim, teoricamente, ele se preocupará mais com a história que irá contar do que com a quantidade de texto por slide. Até mesmo pela proposta visual que o Haiku Deck oferece, em ser visualmente atrativo (e não apenas informativo como slides com dados técnicos, tabelas etc.). Nota-se que o perfil de usuário não será necessariamente um executivo acostumado a longas planilhas.
Ele ainda oferece configuração de layout, filtro para fotos e variedade de fontes. Algumas opções são cobradas à parte. E ainda assim mantém-se dentro do proposto: um software de apresentações cuja simplicidade o assegura de que nada dará errado.
Porque ele foi criado?
De acordo com o fundador, Adam Tratt, as inspirações para criar o Haiku Deck vieram de premissas sobre apresentações profissionais que ele aprendeu tanto com Garr Reynolds quanto com a Nancy Duarte, tais como “use uma ideia por slide” e “use uma imagem de impacto”. Esta linha criativa assemelha-se um pouco com os conceitos da Apple iOS, onde diz que o cliente nem sempre sabe o que quer. E quando se dá a ele a opção de customizar tudo, nem sempre os resultados serão bons.
Aliás, isso acontece com qualquer apresentação. A falsa ilusão de que “quanto mais recursos, melhor” faz com que os apresentadores construam seus materiais de forma amadora. E, principalmente, sem atratividade visual (pois nem todos possuem talento para a direção de arte).
Acreditamos que o Haiku Deck possa facilitar a vida de algumas pessoas, principalmente na questão visual. É o primeiro passo para eliminarmos o estilo anos 90 de correntes populares que infestavam nossos e-mails antigamente.

