Trabalhar a criatividade em apresentações é algo complexo, mas que com algumas dicas, é possível. Certa vez ouvi uma frase (infelizmente não me lembro do autor) sobre escrita que dizia “entregue ao leitor o 2+2 da maneira mais clara que conseguir, mas nunca entregue o 4”. A mesma dica serve para uma boa apresentação: deixe que a audiência tire suas conclusões, mas dê o caminho para que consigam chegar no mesmo lugar que você.
Para nós essa é uma das bases da criatividade em apresentações. Ser óbvio é afundar o seu conteúdo. E muita, mas muita gente continua caindo nesse erro.
“Um gato sentou no tapete não é uma história. Um gato sentou no tapete de outro gato, é”.[Tweet essa frase]
Em narrativas seguimos uma regra simples: tenha um conflito. Ou seja, se tudo dá certo e o personagem sempre consegue o que quer a história não tem graça. Assim, em apresentações podemos trocar “conflito” para “solução”. Tenha uma solução, apresente um problema e resolva-o. Se o que você está dizendo não resolve nenhum problema, a apresentação vai ficar chata. trabalhar a criatividade em apresentações é trabalhar a conexão com a plateia.
“Mostre, não conte”[Tweet essa frase]
Uma das primeiras coisas que se aprende quando decidimos nos aventurar no mundo da escrita de ficção é essa regra do Hemingway. E só nos ensinam isso tão cedo porque é uma das coisas que mais vai demorar para aprender. O escritor Mark Twain diz a mesma coisa de uma maneira muito mais visual:
“Não conte que a velha gritou, traga a velha e deixe-a gritar”.
Em resumo o importante é entender que uma apresentação é, acima de tudo, um texto verbal e visual. E se ficarmos descrevendo cada detalhe da nossa mensagem as pessoas vão logo parar de prestar atenção. Mostre o que você tem a dizer da maneira mais clara possível, seja ela uma foto, uma analogia ou uma metáfora. Por isso a parte visual dos slides é tão importante para quem quer melhorar a criatividade em apresentações.

