Não é novidade afirmar que vídeos e animações corporativas já viraram a linguagem padrão nas marcas. Um levantamento recente da Wyzowl aponta que 91% das empresas estão usando vídeos para se comunicar e, entre os formatos mais produzidos, animações aparecem com peso cada vez mais relevante no leque de comunicação da marca. Ou seja: sua marca vai precisar de uma animação mais cedo ou mais tarde. E aí começa o problema do “visual infantil”. Assim, Como fazer com que sua animação corporativa não seja infantil?
O que o público corporativo chama de “cara de desenho animado” geralmente é um pacote estratégico que foi mal pensado para a criação: personagens com baby schema (olhos grandes, cabeças redondas), cores primárias, easing saltitante, tom excessivamente alegre, metáforas óbvias e piadinhas que tratam gente adulta como se estivesse no recreio. Ou seja, uma animação corporativa só é “infantil” se um conjunto de erros acontecerem no processo de criação audiovisual. Veja como resolvemos essa questão nessa animação corporativa que criamos para a Fundação Dom Cabral:
E aqui entra a chave: fofura pode ser uma estratégia, mas tem um preço. Estudos em marketing mostram que “cuteness” tende a aumentar percepção de calor humano da marca, mas pode reduzir a percepção de competência dependendo do contexto e da expectativa da marca ou do produto. Isso explica por que uma animação “fofinha” funciona bem em campanhas de engajamento social ou produtos de baixo risco, mas pode soar deslocada em temas como finanças, B2B complexo, saúde, compliance e tecnologia crítica. Veja como aplicamos essa ideia nessa animação que criamos para a NS Tech:
Essa é uma questão que vivemos todos os dias aqui na MonkeyMotion: pesquisas sobre anúncios com cartoons em adultos indicam que o efeito varia com o nível de envolvimento do produto/decisão. Ou seja, em alguns cenários, cartoon pode ajudar atenção; em outros, derruba credibilidade e atitude.
Como fazer com que sua animação corporativa não seja infantil?
Para saber como fazer com que sua animação corporativa não seja infantil, o antídoto é parar de usar infantilização do seu conteúdo audiovisual corporativo como atalho. Em uma animação corporativa o estilo visual empregado é um contrato prévio que você traça com o seu público-alvo: ele diz “isso é sério”, “isso é simples”, “isso é divertido”, “isso é arriscado”, “isso é para você”. Agora, se você não pode assumir o infantil e quer maturidade, comece pelo tripé roteiro + direção de arte + direção de movimento. Ou seja, o roteiro de uma animação com um tom de voz mais adulto gera uma tensão real (através do problema que é exposto), uma promessa clara (valor entregue) e prova inteligível (evidência de que o que é prometido, é entregue). Direção de arte madura privilegia tipografia, grids, paleta com contraste sofisticado, texturas discretas e metáforas menos literais. Direção de movimento madura respeita timing (pausas), hierarquia visual, transições com intenção e animação a serviço do entendimento, porque movimento demais também vira ruído e infantiliza a animação. Estilo pode mudar tudo na sua animação, como fizemos nesse projeto para apresentação da tecnologia de fila virtual:
Para completar, a ciência da aprendizagem dá um empurrão útil aqui: animação pode ajudar, mas não automaticamente. Meta-análises em educação mostram benefícios moderados quando o movimento é informativo e quando o design evita sobrecarga e velocidade excessiva. Assim, os princípios clássicos de carga cognitiva e multimídia lembram o básico que o corporativo esquece: tirar excesso, sinalizar o essencial, segmentar e coordenar palavra e imagem com parcimônia. Ou seja, “Infantil” muitas vezes é só o nome educado para “barulhento, óbvio e sem hierarquia bem definida”. Como fizemos nessa animação para a Brasken:
Aqui na MonkeyMotion, a gente sabe como criar estratégias de comunicação para saber como fazer com que sua animação corporativa não seja infantil. Nós resolvemos isso com uma regra simples: animação corporativa não é desenho animado — é design em movimento. Depois de quase 20 anos criando as melhores animações corporativas para mais de duas mil grandes marcas no Brasil e no Mundo, sabemos muito bem como dividir o que é adulto ou infantil numa animação corporativa. Assim, quando o objetivo é credibilidade, nossa estratégia é aplicar o motion design editorial, tipografia cinética, infografia animada, 2.5D sóbrio, metáforas visuais mais simbólicas e narrativa com ritmo de documentário curto. Como fizemos nessa animação de Melitta:
Concluindo, se você quer saber como fazer com que sua animação corporativa não seja infantil, pense se, quando o objetivo é proximidade, dá para usar personagem — mas com direção de arte alinhada ao branding, anatomia estilizada sem infantilizar, e atuação (microexpressões, pausas, olhar) que respeita adulto. No fim, “vender” não é fazer o público sorrir: é fazer o público entender, confiar e agir. E saber escolher a linguagem correta para a sua animação corporativa é o segredo do sucesso. Conte conosco da MonkeyMotion para criarmos a sua Animação Corporativa com um planejamento criativo e estratégico alinhado com o visual mais vendedor para sua marca.

