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Breve análise da apresentação de Jeff Bezos (Amazon)

Conheça mais um parâmetro criativo para suas apresentações profissionais: a apresentação de Jeff Bezos, da Amazon:

Sempre presente na vida de muitos profissionais, as apresentações que se tornam mundialmente famosas costumam levantar uma horda de fãs. Eles passam a admirar não apenas o palestrante como, também, a empresa que ele representa. Um dos exemplos mais populares e marcantes da atualidade é Steve Jobs. Mas também temos Mark Zuckerberg que, apesar de ter começado com uma enfadonha apresentação, melhorou bastante sua comunicação em apresentações.

Outro grande profissional admirado é Jeff Bezos. Ultimamente ele tem tido grande destaque na mídia por conta das novidades que sua empresa, Amazon, tem divulgado ao mercado. Assim como diversas entrevistas focando em sua criatividade e forma de liderar uma empresa mundialmente conhecida. E, assim como Apple e Facebook, admirada.

Em 2012 saiu na Forbes uma matéria escrita por Carmine Gallo sobre dicas de apresentações vistas na apresentação de Jeff Bezos. Como, por exemplo, uso de pouco texto e a valorização de grandes imagens por slide. Essa característica é chamada por ele de Superioridade Imagética (tradução livre). E nosso cérebro agradece, uma vez que ele processa imagens com mais velocidade do que apenas texto.

Esse ano, precisamente dia 18 de junho, a Internet trafegou em banda baixa por conta do evento da Amazon para divulgar diversas novidades. Mas o que me chamou atenção da apresentação de Jeff Bezos foi a forma como ele se apresentou. E, principalmente, como era a apresentação utilizada pela Amazon.

Veja abaixo o vídeo da apresentação de Jeff Bezos na íntegra e, na sequencia, minha análise:

Início com vídeo

Há alguns anos atrás, durante um evento onde participei palestrando sobre apresentações, tive o prazer de assistir à uma palestra do Ken Fujioka, VP da Loducca. E ele começou a apresentação com um vídeo da MTV, uma campanha bem bacana e engraçada. Ao final, ele comentou às vezes eu gosto de começar com um bom comercial, pois isso ajuda a quebrar o gelo que há no começo de qualquer apresentação…. Um vídeo logo no início não apenas cumpre essa função como, também, traz suspense e introduz um assunto (claro que o vídeo precisa ter o contexto do assunto que irá iniciar a apresentação).

A apresentação de Jeff Bezos fez uma pequena seleção de vídeos enviados por clientes apaixonados pela Amazon. Fazendo declarações para a empresa ou mostrando quanto os produtos da empresa melhoraram suas vidas. Claro que não é um recurso para ser utilizado em todas as apresentações, mas certamente é um recurso que funciona quando bem planejado.

No caso da apresentação de Jeff Bezos, o vídeo gerou uma identificação da audiência com as pessoas que apareciam. Pois eram “gente como a gente” e, principalmente, autênticas. Nada de atores, apenas consumidores reais expressando sua admiração pela Amazon e seus produtos.

Construção da Audiência

Não acompanhei o processo, mas Bezos diz que foram mais de 60.000 inscrições para ocuparem os três mil lugares disponíveis no evento. Qualquer um podia fazer um vídeo dizendo por que deveria ser escolhido. (E algumas das pessoas do vídeo que abriu o evento eram candidatos tentando um lugar no evento). Ele diz que existem diversos profissionais e veículos presentes e, também, clientes. Quer estratégia melhor? Você cria um concurso para os mais apaixonados serem selecionados para ocuparem uma porcentagem das cadeiras. Pessoas empolgadas e ansiosas pelos lançamentos, certamente a fatia do público que irá aplaudir mais alto, dar aqueles gritinhos básicos e encher as redes sociais de comentários por minuto. Para mim, a jogada foi ótima, começou uma apresentação garantindo que ao menos metade da audiência já teria sua aprovação e, certamente, influenciaria o restante.

Gráficos e Estatísticas

Ao apresentar informações de quantidade de usuários Prime, ele apresenta um gráfico sem valores (apesar de o título mencionar que se tratava de milhões). Apenas com barras em cada ano e um tracejado indicando seu crescimento. De repente, ele mostra que o crescimento foi de 10x em cima do período que mostrou. E o título altera para dezenas de milhões. Sabemos que gráficos devem ser simples e que nem todos os valores precisam constar. Mas tirar todos os valores não é a melhor ideia de comunicação, ainda mais considerando o perfil de alguns profissionais presentes no evento + pessoas assistindo em streaming pelo mundo todo. Algumas informações são, sim, importantes e devem permanecer no gráfico. Em seu caso, ao menos três valores seriam interessantes mostrar. O de 2005 (início), o de 2010 (primeiro intervalo de período que ele apresenta) e o de 2014 (atual, mostrando o alto crescimento).

Retrospectiva

Apresentado o crescimento do gráfico anterior, apresenta-se uma curta retrospectiva sobre as razões para isso ter acontecido. Esse é o momento onde, também, você relembra as pessoas de todos os acontecimentos promovidos pela empresa para chegarem aonde estão. É bom para conduzir a audiência e faze-la acompanhar o raciocínio. A empresa está crescendo e estou vendo agora as razões. Uau. O que virá pela frente na apresentação de Jeff Bezos, então?

Pausas

Muitos palestrantes não controlam a ansiedade de falar e apresentar cada slide provavelmente por não terem praticado antes. O que resulta em uma experiência um tanto acelerada e sem descanso (só de pensar respirei fundo agora). A importância da pausa em apresentações é muito importante pois dá a audiência um breve momento para absorver e refletir sobre a última mensagem comunicada. Por mais que sejam poucos segundos, esse momento faz muita diferença. Não é à toa que era uma das características das apresentações de Steve Jobs e, futuramente, de diversos outros executivos da Apple e inspirados por ela.

Conteúdo invisível

Nós podemos ver nos slides da apresentação de Jeff Bezos algumas informações e características dos serviços que a Amazon oferece. Mas Bezos fala também de outras características e outras informações que não estão presentes no slide. Um erro? Não. Erro seria ele colocar tudo em um único slide. O que ele fez foi saber escolher entre a informação que aparece e permanece no slide. E a informação que ele pode falar sem se preocupar em repeti-la visualmente. E isso só é possível através de planejamento: qual o objetivo da apresentação? Qual a mensagem que deve ser passada? E, principalmente, como será o fio condutor dessa mensagem para conduzir a audiência até a conclusão que se deseja?

Humor

Gráfico, informações, retrospectiva, e tudo isso em menos de 10 minutos. Sabia que a atenção do ser humano dura, no máximo, vinte minutos? É bom mudar o tom, e Bezos o faz de forma discreta. Não precisa contratar um humorista para escrachar um assunto. Ele foi simples: selecionou a declaração de alguns usuários no Twitter e mostrou de um em um. Mas os dois últimos tinham o teor mais cômico. Fez a audiência rir? Sim. Missão cumprida, a audiência aliviou um pouco os ombros e a cabeça. A apresentação certamente será melhor absorvida a partir deste ponto.

Imagens

Lembra-se do que Gallo escreveu na matéria de 2012 na Forbes? Superioridade Imagética. Jobs fez bem, Zuckerberg fez bem e, agora, Bezos. Imagens que preenchem todo o slide e, não apenas bonitas. Mas, também, conceituadas dentro do assunto (isto é, não é apenas uma escolha aleatória). Texto? Pouquíssimo. Uma frase curta, no máximo. O cérebro vê a imagem, processa, associa ao texto, processa muito melhor e pronto! A mensagem da apresentação de Jeff Bezos foi absorvida com sucesso pela audiência.

Para mim, um ponto que pode soar cansativo é o momento em que Bezos começa a projetar (e ler) cada declaração dos veículos que avaliaram seus produtos. Não foram muitos, mas achei arriscado. Eu particularmente já vi muita apresentação de publicitários e profissionais que trabalham em agências de publicidade (que não necessariamente são publicitários) e alguns pecavam absurdamente em vomitar o portfolio inteiro, chegavam a gastar quase vinte minutos falando de seus cases e quantos prêmios ganharam. Se é necessário apresentar esse conteúdo, faça de forma selecionada e evitem o jabá (falar bem de si mesmo) – a audiência agradece.

Frases de efeito

Quando se deseja marcar a audiência com algumas informações específicas é preciso construir as frases de efeito e, melhor ainda, criar slides para isso. Pode ser com ou sem imagem, o importante é que a ênfase esteja presente também no discurso de quem apresenta. A percepção é sutil, mas possui uma considerável força em reforçar a informação e dar a ela mais peso.

Animações

Não é a quantidade, mas a qualidade. Tanto no PowerPoint quanto no Keynote existem uma diversidade de animações para escolhermos e elas podem ser combinadas, criando animações novas e mais complexas, mas você não deve abusar. Aliás, a animação deve seguir a metodologia da apresentação, a forma como você quer conduzir a atenção da audiência para cada informação. Por exemplo, em um dos slides Bezos apresenta no slide a frase ForeSee US Retail Experience Index e, no clique, a frase vai para o topo e dá lugar a uma nova informação: eles estão em primeiro lugar e mantém essa posição há nove anos.

Portanto, quando tiver muita informação no slide, lembre-se das animações: elas não são enfeites, mas sim recursos poderosos para direcionar a atenção e revelar as informações no momento certo.

Dê o que eles querem

Ao anunciar o Fire Phone ele faz um pequeno suspense com uma história que eu particularmente não prestei atenção, mas o principal aqui me faz lembrar muito o lançamento do iPhone em 2007: Bezos diz que seria legal oferecer um celular, questiona “se nós podemos oferecer um celular melhor para nossos clientes” e, então, quando o slide muda para a imagem do Fire Phone, ele tira um do bolso e mostra para a audiência. Os apaixonados pela Amazon piram.

Concluindo a apresentação de Jeff Bezos:

O vídeo todo tem mais de uma hora, algo comum para grandes eventos de lançamentos, mas também porque muito do conteúdo foi dividido em slides. Sabem os famosos bullet-points? Certamente cada um se transformou em um slide, com uma boa imagem para ilustrar. Claro que podemos notar o uso de alguns bullet-points em alguns slides, algo que visualmente empobreceu a apresentação, mas o resultado final foi positivo (e este post não é uma berlinda de palestrantes).

É sempre bom assistir palestras para pegarmos referências e aprendermos com os outros, seja com fórmulas conhecidas (como as que Steve Jobs utilizava e, agora, todos parecem fazer igual – até mesmo Bezos) quanto, principalmente, com os erros. Errar é humano e aprendemos com isso, mas melhor ainda é aprender com os erros dos outros: podemos analisar, aplicar em nossas apresentações e molda-la para oferecer a melhor experiência e, principalmente, comunicarmos melhor.

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