Colocando minha leitura em dia, me deparei com um artigo do Robert Safian, editor da Fast Company, abordando a criatividade e o que aprendemos com ela. Com a eleição dos perfis que entrariam na lista das 100 Pessoas Mais Criativas ele pode aprender, também, um pouco mais sobre o que nos move à criatividade.
É interessante notar algumas características da criatividade que normalmente nós não percebemos. Apenas “sentimos”. Acredito que, ao aprofundarmos nosso conhecimento no que a criatividade é essencialmente, aperfeiçoaremos nossas mentes à trabalharem melhor ainda. Abaixo, algumas características que acredito serem interessantes:
1 . A criatividade não discrimina
A lista é composta por distintos gêneros, raças, crenças, modelos de negócios, bem como tipos de mercado onde atuam. A criatividade está à disposição de todos, independente de suas atuações.
2 . A criatividade supera expectativas
Não se trata apenas de criar, na pratica. Mas sim de atender à problemática em questão de uma forma distinta, que poucos – ou ninguém – tenham explorado. Acha seu problema impossível? Em 2015 o primeiro criativo da lista é um cientista que conseguiu grandes avanços em um medicamento para Ebola.
3 . A criatividade envolve improviso
Nada é milimetricamente desenvolvido ou planejado. Às vezes as coisas saem do padrão e cabe a nós identificarmos essas oportunidades para colocarmos ela em nosso plano e adequá-las com o objetivo. A habilidade de se improvisar é, também, uma habilidade para se criar algo adequadamente dentro de uma situação ou oportunidade de forma ágil e independente de preparos. Ou seja: esteja sempre preparado.
4 . A criatividade não é interrompida pelo medo
Um exemplo interessante é de Vian Dakhil, que foi atingido por terroristas dentro de um helicóptero e, mesmo assim, continua sua luta através do YouTube e outros canais tecnológicos para gerar uma mobilização global em prol dos Yazidis, minoria curda. Se não tem terroristas atentando contra sua vida, certamente sua mente tem liberdade suficiente para que a criatividade corra solta, e livre.
5 . A criatividade conhece oportunidade e, também, momento
A pressão nem sempre é negativa, e às vezes é durante a tempestade que as ideias surgem com maior clareza pois estamos experimentando o problema que queremos resolver. Para alguns é difícil manter a concentração em meio a tantos problemas girando ao redor de nossa mente, mas lembre-se de que, encontrando o foco em meio às tribulações, certamente aprenderá a utilizar a sensibilidade a favor da criatividade.
6 . A criatividade aproveita as oportunidades, mesmo fora delas
Um exemplo é a Nike, que na Copa do Mundo perdeu lugar para a Adidas. Para a maioria, isso significaria engavetar todas as ideias para aquele evento e esperar a próxima edição, mas para a Nike não: eles ainda assim conseguiram desenvolver campanhas ao redor do evento (sem infringir as regras de marcas) e conquistar 400 milhões de impacto. Eles podem ter perdido a oportunidade (patrocínio) mas certamente não deixaram o momento (período do evento) passar em branco.
7 . A criatividade pode unir arte e negócios
Um coletivo chamado K-hole começou a satirizar tendências de negócios nas redes sociais, e o resultado foi se transformarem em uma consultoria que atende empresas de grande porte.
8 . A criatividade pode moldar a sociedade
A forma como você aborda um tema em alta na sociedade, se for criativa, pode ajudar a elevar o tema a um patamar evolutivo e, principalmente, mais receptivo por todos. É o que aconteceu com as discussões raciais promovidas pela Comedy Central, o transgênero abordado por Janet Mock ou a desmistificação da aura heróica da elite presente em Silicon Valley por Mike Judge.
9 . A criatividade não tem idade
E não tem mesmo! Já viram o tanto de criativos que surgiram nos últimos anos? No Brasil, a Forbes selecionou diversos perfis abaixo dos 30 anos, como por exemplo João Pedro Motta (Plaay), Pedro Franceschi (Pagar.me) e Amanda Gomes (bailarina). Isso significa que criatividade não depende unicamente de instrução acadêmica ou vivência profissional, ela é alimentada principalmente pela experiência de vida – todos os exemplos mencionados, mesmo que jovens, foram extremamente analíticos com o tema que se interessaram, e buscaram desenvolver uma visão própria do que seria uma melhoria.

