Quando eu era pequeno as histórias eram meus brinquedos favoritos. Do diário escondido debaixo do travesseiro aos livros na biblioteca da escola, as narrativas sempre estiveram presentes. Mas foi já adulto que eu descobri o quão difícil e trabalhoso pode ser essa coisa de contar histórias e encantar o público. Escrevê-las é uma coisa, lê-las também, mas conta-las é um dos maiores desafios de um apresentador.
Muitos apresentadores querem uma storytelling em suas apresentações. Mas poucos se dão conta da dificuldade que é contar histórias e com elas, se conectar emocionalmente e convencer seu público. Existe um abismo entre contar histórias e contar boas histórias.
O Storytelling, quando bem utilizado, tem o poder de emocionar e encantar o público. Mas contar uma história, no palco ou na sala de reunião, baseado apenas em uma apresentação de PowerPoint, é uma missão que exige tempo de preparação, muito ensaio e uma certa dose de coragem.
Uma coisa muito comum em apresentações que utilizam o storytelling para emocionar e encantar o público, é a divisão da apresentação em 2 momentos. O emocional e o racional. No início da apresentação a narrativa conquista a atenção e a empatia da audiência, e logo após inicia-se a segunda etapa, onde entram os argumentos mais racionais, como números, campanhas e estratégias.
Na segunda parte os apresentadores, normalmente especialistas em seus mercados, costumam se sentir mais confortáveis. O discurso argumentativo é mais natural porque é utilizado mais vezes durante a vida. De reuniões de trabalho até redações de vestibular. Por isso, uma boa opção é a utilização dos vídeos como plataforma de storytelling, seguido de uma apresentação argumentativa.
O vídeo tem o poder de unir estímulos sonoros e visuais para ambientação da história, além de ser trabalhado por profissionais das narrativas. Do redator ao editor e animador, a narrativa é uma realidade praticamente diária. Locutores, muitas vezes também se especializam em interpretação de textos narrativos, cada vez mais potencializando a capacidade emocional do produto final. Assim, o vídeo tira do apresentador uma responsabilidade com a qual ele pode não se sentir tão confortável. Além de elevar as possibilidades visuais e narrativas da história.
Para ter argumentos e emoção na mesma apresentação, unir vídeo e PowerPoint é uma excelente escolha. Utilizando as especificidades de cada mídia a sua mensagem fica mais clara e muito mais eficiente.

