Cowboy Bebop estreou como série em Live Action na Netflix e já foi cancelado. Porém, mesmo com essa derrota, esse lançamento reascendeu a base de fãs desse emblemático anime dos anos 90. Enfim, não precisamos falar muito sobre a animação por aqui. Pois ela é fenomenal. No entanto, vamos falar da sua abertura em Motion Design. Afinal, nós adoramos a abertura de Cowboy Bebop aqui na Monkey Motion!
Fala a verdade! Que abertura! Essaabertura de Cowboy Bebop é um dos maiores acertos do amado anime. Afinal, ela dá o tom do que veremos em breve perfeitamente. Além de informar ao espectador que esta série animada não é mais um anime. Não! Através da travessura espacial jazzística cheia de lutas de kung fu, armas e tabagismo. Assim, percebemos que essa animação é um amálgama de estéticas. Dessa forma, ela tem o estilo inconfundível das ilustrações de mangás. Ao mesmo tempo tem um tom Noir. Também de filmes de detetive da era de auge do cinema hollywoodiano. Além de ter animações dos quadrados bem parecidas com as aberturas de James Bond. E, sim, tem uma trilha de Jazz inconfundível.
A divertida trilha “Tank!” de Yoko Kanno nos mostra finalmente que a cultura pop (como as sequências de abertura de Saul Bass para os filmes de Alfred Hitchcock “Vertigo” e “Anatomy of a Murder”) dá aquela temperada final. Assim, também colocando capas de álbuns de jazz dos anos 50 e 60. Enfim, que amálgama de ideias, estéticas e sons que deu origem a uma obra mais que autêntica. Estéticas que a Netflix manteve na sua obra em live action:
Comparando as aberturas de Cowboy Bebop
Com todo esse cuidado e criatividade, Cowboy Bebop de Shinichirō Watanabe continua sendo um dos melhores animes dos anos 90. Então, qualquer adaptação está fadada aos altos níveis de crítica. Afinal, é sempre um desafio apresentar algo novo, baseado em uma obra quase que irretocável. De qualquer forma, a abertura foi bastante respeitada e, mesmo com a troca das ilustrações por vídeos em live action, nós gostamos bastante. Concluindo, ela manteve o espírito da original, o amálgama de estéticas e o clima noir que nós adoramos. Veja a comparação entre as duas abaixo:

