Muitos acreditam que o termo (e o conceito) storytelling já está meio batido, muito utilizado por marcas e empresas em suas campanhas publicitárias, mas isso está longe de ser verdade.
Storytelling – Toda boa história tem uma grande personagem e é justamente sobre esse ponto que o post de hoje trata, ou melhor, é sobre Ender Wiggin. Ou seja, protagonista do best-seller Ender’s Game, a obra de ficção científica que ganhou o título de O Jogo do Exterminador aqui no Brasil. Essa história se passa em um futuro tecnológico onde os seres humanos enfrentaram duas vezes uma raça alienígena hostil e, a saber, sobreviveram as duas. Então, o alto escalão do governo recruta jovens promessas (crianças) e os treina para serem líderes e soldados frente à raça inimiga e uma dessas crianças é Ender Wiggin. Um jovem garoto que se vê, por diversas vezes, sozinho, isolado, bem como privado do contato com outras pessoas e testado a exaustão para ser o líder que o governo procura.
Ender’s Game cativa tanto os leitores porque é um garoto de seis anos de idade, longe da família e com a grande responsabilidade nas costas de salvar a humanidade – além disso, é colocado sobre provação por diversas vezes ao longo da história. A cada desafio superado, um novo ainda mais difícil é colocado em seu caminho. Quando Ender começa a fazer amigos, ele é isolado desses novos companheiros e mais testes são criados. Ele cresce sobre pressão, se agarra nas lembranças do passado para tentar suportar o presente e não pensar no futuro.
Sobre o que é o storytelling?
Já deu pra entender o que eu quis dizer lá no início sobre o storytelling, certo? Essa é uma história sobre Ender Wiggin. E é justamente isso que muitos publicitários e diretores de marketing ainda não entenderam. O storytelling é sobre pessoas e não sobre as próprias marcas ou empresas. Por exemplo, a construção de Ender foi feita pensando nos leitores, pensando em tocar a mente de quem está acompanhando aquela aventura. É exatamente isso que devemos fazer ao contar uma história.
Devemos pensar no público que vai conhecer aquela personagem, nas pessoas que vão se identificar com ela. O storytelling sem uma (ou mais) personagem bem construída, não pode ser chamado de storytelling.
Quer contar uma boa história? Pense em Ender Wiggin e deixe sua imaginação construir seus próprios protagonistas.

