Falamos muito de Storytelling. Não só nós da MonkeyBusiness. Storytelling virou um tema bastante debatido. Nós convivemos com esse tema o dia todo, tanto aqui na agência como em aulas (como o curso de inovação em Storytelling da ESPM). Sim, é um conceito bastante falado, mas ainda não completamente absorvido por grande parte das empresas. E mesmo assim, ele já vem trazendo desafios de comunicação para as grandes marcas. É o chamado Storytelling 2.0, que assim como a Web 2.0 foca em ser relevante, interessante, isto é, não adianta apenas contar uma história e achar que por não sermos especialistas em boas histórias, o público vai pegar leve conosco.
Sabemos que não. Quando você conta uma história, compete com empresas como Disney e Dreamworks. Ou seja, não há café com leite nessa brincadeira. Quando contamos histórias para empresas, ainda temos mais um ponto a vencer: é preciso ter um objetivo final, de preferência que cause transformação, e traga seu público para a narrativa, usando emoção, valores humanos e alguns call to action escondidos para que cheguemos a essas mudanças.
Storytelling em apresentações
Aqui na MonkeyBusiness nossa especialidade é o storytelling em apresentações, mas sabemos que somente as apresentações não resolvem o problema. Muitas vezes as marcas precisam de outras mídias, para que essa história seja bem transmitida e o público consiga perceber todas as ações, mantendo a conectividade. Portanto, é preciso que a marca conheça muito bem sua proposta, onde está e qual história quer contar. É aquela velha história de separar o story do telling. Qual é a sua história? qual parte dela você vai contar e onde?
As grandes (e pequenas) marcas já pensam em seus conteúdos e podem ser consideradas máquinas culturais. Não basta apenas anunciar. Tem que envolver, tem que gerar uma mensagem que transite por todas as mídias e que envolva as pessoas. Elas não querem apenas vender seus produtos, mas construir uma cultura e gerar valor. não se trata apenas de marcas fortes e poderosas financeiramente, mas também marcas que criam boas histórias e envolvem seus públicos nelas. E para isso precisam ter plena consciência do seu DNA e da sua posição para cada consumidor.
Storytelling corporativo da Coca-Cola
No caso da Coca-Cola, acredito que a grande referência quando falamos de storytelling corporativo, e protagonista em vários exemplos da nossa aula de storytelling na ESPM, os conceitos da base das ações de comunicação estão bastante claros. Sua missão é refrescar o mundo, inspirar momentos de otimismo e felicidade. Com o objetivo de reforçar esses conceitos, a marca usa-se do storytelling para que as experiências com a marca sejam coerentes com eles. Portanto, o storytelling funciona como um grande “azeite” para que tudo isso se conecte e funcione junto.
Entrando um pouco nas histórias da Coca-Cola, temos como principal tema das suas narrativas “levar felicidade para as pessoas”. Essa preocupação aparece não só nas histórias, mas também em ações ditas “offline” da empresa, como a mundialmente famosa happiness machine, que fez muita gente grande chorar na frente do monitor. Tudo isso é embasado pelas histórias que se passam dentro da máquina de Coca-Cola, onde bichinhos fantásticos passam por aventuras para garantir que a garrafinha de refrigerante saia gelada do outro lado. E como não podia deixar de ser, tudo isso tem sim uma finalidade de marketing: trabalhar com esse conceito de storytelling é uma das apostas da empresa para alcançar o objetivo de dobrar seus negócios nos próximos anos.
Olha o poder de uma boa história!
Sei que a Coca-Cola como exemplo de storytelling pode parecer até um pouco distante da nossa realidade, mas não faltam exemplos de marcas, produtos, ONGs e pessoas com ótimas histórias envolvendo o público. Tudo parte de um bom storytelling. Sem ele não chegamos em lugar nenhum. E sem um DNA de marca bem construído, não temos um storytelling coerente. Com isso criado, todos são capazes de dialogar com seus stakeholders através de uma boa história.
É um trabalho complicado, que precisa de organização e planejamento para acontecer. Além de uma grande ideia para a sua história. Mas que dá resultado. Que transforma seu público alvo em atentos e principalmente, garante envolvimento com a sua marca. E você? Qual história quer contar?

