O futuro das apresentações: as suas estão alinhadas com ele? Isso quer dizer: você pensa o seu material, o cria e apresenta de acordo com as tendências do futuro?
Estamos acostumados a escrever, falar e pensar apresentações. A MonkeyBusiness está no mercado há quase dois anos e meio. E nesse tempo todo nos dedicamos totalmente a eles. E podemos dizer que acompanhamos (e em alguns casos atuamos em) grandes e positivas mudanças nessa mídia. Mas sentimos e podemos prever, mesmo que vagamente, que maiores mudanças ainda estão por vir. Vamos falar de algumas a seguir. São mudanças comportamentais e tecnológicas que valem a pena serem consideradas. Afinal, estar alinhado com o futuro das apresentações pode ser muito certeiro para você e sua carreira.
A revolução das Tablets.
Inicialmente, podemos comparar a invasão das tablets com a introdução dos Pcs na nossa vida doméstica (guardadas as devidas proporções). Elas estão mudando o jeito de nos relacionarmos no ambiente corporativo, principalmente pela sua facilidade de manuseio e seu conteúdo imersivo. Assim, hoje vemos iPads viajando em torno de uma mesa de reuniões como blocos de anotações o fizeram antigamente.
Um estudo recente da GFK indica que 57% dos brasileiros querem comprar um Ipad. E isso pode querer dizer muito para o futuro das apresentações.
Mas fazer uma apresentação nesses dispositivos requer um novo cuidado. Um cuidado de roteiro e direção de arte para gerar o que os americanos chamam de uma “experiência imersiva”.
Enfim, as novas apresentações para tablets são curtas, rápidas, objetivas e se aproveitam da linguagem de videoclipe, para que quem segure o tablet veja o que você quer dizer rapidamente. E seja encantado pela mensagem.
Tablets podem ser uma faca de dois gumes. Ela tem potencial de ajudar na sua apresentação, mas também é um meio de escape caso os seus argumentos sejam desinteressantes. Em alguns segundos o seu público estará no Twitter ou vendo fotos no Facebook. Como diria Jon Rosenfeld, diretor de criação da Boom Chicago: “fenômenos como o twitter e o facebook mudaram a forma como as pessoas ignoram os palestrantes.”
Portanto, cuidado de conteúdo, roteiro e principalmente estético são vitais para o sucesso de uma apresentação em tablets. Mas isso é só o começo. As tablets ainda reservam muitas novidades para seus usuários.
Verdade e autenticidade.
A verdade, a autenticidade ganhou o espaço do cool. Afinal, quando vamos ver uma apresentação, queremos ver histórias, momentos, verdades. Os personagens perderam lugar, os pseudo-super-heróis também. O novo palestrante acerta e erra, mas sabe como contar suas histórias (bem sucedidas ou não) com maestria, e passar a sua mensagem junto delas.
Conhecer o seu conteúdo e principalmente, se conhecer, fazem toda a diferença na hora de ser você mesmo. E é você mesmo que a audiência quer ver.
Customização.
Esse tópico pode funcionar como um subtópico da questão dois: verdade e autenticidade. A melhor forma de você alcançar esses atributos é participar ativamente da sua apresentação. Você não precisa efetivamente fazê-la, mas acompanha-la. Quanto mais próximo o seu material estiver de você, mais alinhado ele estará com o que vemos para o futuro das apresentações.
Pode parecer obvio, mas o que mais vemos são terceiros acompanhando o passo-a-passo das apresentações de pessoas que somente escolheram o conteúdo, mas só vão conhecer a sua apresentação feita pela MonkeyBusiness pouco tempo antes da sua execução. Não podemos afirmar que a prática está errada, mesmo por que ela vem dando certo. Mas ela tem suas escorregadas.
É importante que o apresentador dê o seu toque na apresentação. Escolha a maneira que mais lhe agrada para passar uma informação, ou até mesmo uma piada de descontração. Tem que ser ele mesmo. Genuinamente ele mesmo. E a apresentação tem que ser pensada para ele. Só assim ela será natural e obterá sucesso absoluto com a sua platéia.
Acredito que rumamos para uma maior naturalidade e excelência na produção de apresentações. Menos decoreba, menos textos prontos, menos fichas. As apresentações serão mais autênticas, mais naturais. O palestrante realmente conhece o seu conteúdo. A apresentação encanta, emociona, transmite idéias sem precisar de fórceps. Assim ganharemos mais bate-papos, menos discursos robóticos. Enfim, mais imagem, menos cliparts.
Concluindo:
Cada vez menos pessoas vão se dispor a assistir a uma apresentação mal construída. E quando digo apresentação mal construída, quero dizer com falta de cuidados tanto de conteúdo, como de roteiro e de visual. Assim, O tempo está cada vez mais escasso. E considerando todas as mudanças, tecnológicas ou não, a base de todo esse movimento de mudança é clara. A tolerância do público para o PowerPoint ruim tende a diminuir cada vez mais.

