Designers, se ainda não conhecem o evento What Design Can Do, atentai-vos ao mercado que atuam. Em 2015, um dos ricos conselhos que surgiram durante o evento foi de Michael Johnson. Parem de fazer design e comecem a pensar antes de iniciar um trabalho. Ou seja, sua reflexão partiu de uma análise de que sim, o design pode (e deve) fazer diferença. Mas que apenas boas intenções não são suficientes (“um pôster não pode salvar o mundo” – outra afirmação feliz de Johnson).
Parece bobo sugerir que os profissionais pensem antes de executar. Mas não é isso que mais encontramos por aí? Nos acostumamos a acelerar o passo durante o pensamento, executando ao mesmo tempo em que estamos concebendo. Está na hora de começarmos a mudar este processo criativo.
Quem é Michael Johnson para dizer isso? Um profissional experiente que atende a diversas ONGs como a Disaster Emergency Comittee, Acumen e Cystis Fibrosis Trust. E mais: em um de seus trabalhos, seguindo este raciocínio apresentado acima, conseguiram aumentar o faturamento em mais de 45%. Design com resultado e, principalmente, que fez a diferença.
Melhor compreensão – o quanto você se aprofunda em seu cliente?
Jan Rothuisen é um artista holandês que desenvolveu o projeto Refugee Republic. Um documentário multimídia sobre a vida dos mais de 58 mil refugiados sírios da guerra. Para isso, ele viajou até o Iraque, a 60 km da fronteira com a Síria, na companhia de Martijn van Tol, jornalista multimídia, e Dirk-Jan Visser, fotógrafo.
Eles foram até a zona de guerra para produzirem o trabalho. Algo que eles até poderiam fazer no conforto de suas casas com um waffle quentinho do lado do Mac, mas preferiram sentir e vivenciar a essência que precisariam passar no trabalho.
Lembro de uma aula do Fernando Diniz, da F.biz, onde ele alertava sobre os perigos de não se aprofundar no tema de seu planejamento: “Não adianta você discutir o planejamento de um produto para classe C dentro de um restaurante top no Jardins, você precisa ir lá vivenciar e presenciar” – foi mais ou menos assim a fala dele (não com as mesmas palavras, mas a essência), e ela me marcou bastante.
Design é forma e função. Mas isso você já sabe! O que mais?
Quantos estão confortáveis em suas zonas apenas molhando os pés na beirada da piscina? Design é forma que segue função, vai além da beleza artística e alcança a estética e forma funcional, com propósito de ser e estar – e seus trabalhos precisam seguir isso também! Que tal perder o medo de nadar e mergulhar no conceito?
Essa imersão vai além de apenas visitar, é viver a experiência. E viver a experiência é dever de quem trabalha com comunicação, pois somente assim você terá profundidade em entender o que a empresa quer e, também, o que seu público precisa.
Qual o contexto do design e do posicionamento visual? Qual o contexto de sua comunicação? Aliás, você sabe em qual contexto você está trabalhando? Essa reflexão faz parte do planejamento criativo que aplicamos nas Apresentações da agência, uma nova visão onde a complexidade vai muito além do Ponto A até B, ele está na trajetória entre os pontos.
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