Sim! É possível aprender design de apresentações com o Google. Em 2014, muita gente prestou atenção no evento Google I/O. Evento do Google que teve ótima repercussão pela quantidade de novidades que a empresa apresentou. Entre relógios, aparelhos e expansão para carros encontramos o Material Design, isto é, uma inteligência em design com foco no usuário (até aqui um discurso que todo mundo fala).
Assim, a diferença está em aplicarem esse objetivo com tamanho cuidado que até mesmo criaram um site. O Google Design explica com profundidade seu novo conceito visual através de guidelines, bem como downloads e recursos. Ou seja, tudo para munir ao máximo usuários e desenvolvedores para a imersão nesta fase visual do Google. E você pode aplicar esses ensinamentos em design de apresentações.
Para o Google, o importante é focar no usuário “e o restante virá naturalmente”. E sua aplicação no design consiste, basicamente, em seguir um dos princípios do design, “forma e função”. Mas no caso do Google, não houve uma solução 100% dentro desse conceito. Existem detalhes que poderiam ser desconsiderados no projeto final, mas na visão macro é bastante funcional. E belo.
Claro que essa preocupação me é bastante inspiradora quando eu penso em apresentações. E como essa mudança que o Google propõe pode inspirar diversos profissionais na hora de desenvolverem suas apresentações.
Veja abaixo o vídeo que te ensina sobre design de apresentações:
A valiosa lição do Material Design para apresentações profissionais pode ser dividida em alguns importantes tópicos:
Antes da forma, função
O Google simplificou consideravelmente seu layout, sem contar nas mudanças em animações de elementos e transições de telas, pensando na razão de cada elemento. Assim, todos os detalhes foram pensados em melhorar a experiência do usuário: redesenho da fonte para melhorar leitura, aperfeiçoamento dos espaços entre elementos para melhorar a legibilidade, animações simples e pertinentes para mostrar ao usuário que a ação está acontecendo ou já aconteceu etc.
Em apresentações, de fato é fundamental pensarmos na razão de inserirmos um elemento dentro de cada slide, se ele irá contribuir com a compreensão da mensagem ou se irá atrapalhar o raciocínio da audiência. Da mesma formas as animações, muitos acham que quantidade é qualidade e, no final, a apresentação feita para a diretoria parece uma corrente de PowerPoint dos anos 90. Resumindo, o simples é não apenas eficaz, mas principalmente mais forte na hora de transmitir uma mensagem com resultado.
Antes da função, a audiência
O Google conhece muito bem seus usuários. Some isso às infinitas pesquisas que foram realizadas para estudar o mercado, concorrentes e oportunidades não exploradas no mercado, o resultado será em um conceito totalmente voltado à experiência do usuário. Afinal, o importante não era agradar a área de comunicação e design do Google, mas sim aos usuários – talvez alguns usuários ainda tenham críticas quanto à cor ou a quantidade de animações, mas uma coisa que não poderão reclamar é que, de fato, a mudança proposta melhorou sua experiência.
No design de apresentações isso pode ser aplicado ao entender a audiência e encontrar o que ela busca (ou espera). Ela espera um storytelling envolvente ou está focada apenas em números? É preciso colocar 400 peças de portfólio na apresentação da agência? Ou apenas os cinco cases premiados do último ano?
Por causa da audiência, o objetivo
A mudança do Google tem um significado. Cada detalhe tem sua justificativa e, de acordo com o site, muitos argumentos para defender e explicar tudo com grande profundidade. Por que? A mudança foi baseada em um objetivo (aperfeiçoar a experiência de uso). E o objetivo é reflexo do que realmente importa, o usuário. Quando você for pensar em design de apresentações, encontre o objetivo de acordo com a audiência que irá assisti-lo. Esqueça luxos e manias, o resultado final da entrega será sempre o público.

