Com mais impactos, menos conseguimos comunicar com excelência. Afinal, como quais os desafios da comunicação em épocas de redes sociais?
Sinto que a dificuldade de se comunicar bem aumenta a cada dia, em doses homeopáticas, em decorrência de diversas mudanças que surgem no comportamento do consumidor: o aprimoramento do smartphone, a primeira rede social online (meses depois, a população descobriu o significado da palavra “procrastinação”), a melhoria na banda larga etc. Alguns dos grandes desafios da comunicação de hoje em dia.
O comportamento foi moldado, as pessoas começaram a se intitularem “multitarefas” (apesar disso não existir, mas não vamos quebrar a magia delas, certo?). Passaram a produzir conteúdo e entramos no eterno furacão do compartilhamento às cegas. Até nossos pais aderiram à moda!
Diariamente perdemos o foco a cada momento. Se antes era o recurso de tremer a janela de mensagem do MSN, hoje é a notificação de WhatsApp. Se saíamos de casa e nossa memória nos alertava para verificar se o forno estava ligado. Hoje acessamos o Facebook a cada cinco minutos para verificar o que nossos amigos estão compartilhando. E, depois, damos aquela espiadinha no Instagram para ver as fotos novas e se ganhamos algum like na última foto.
Smartphones e seu poder de te tirar de situações consideradas mais “chatas”
Já fiz reunião para apresentar a agência onde o profissional à minha frente estava com seu smartphone na altura dos olhos durante meia hora. Meia hora ininterrupta. Creio que a única vez que houve contato visual foi na hora de se cumprimentar, pois até na hora de ir embora BANG, lá estava o smartphone outra vez.
Um fator comum também em palestras, muito bem pontuado por Jon Rosefeld: fenômenos como o Twitter e o Facebook mudaram a forma como as pessoas ignoram os palestrantes.
Antes disso não havia boa conexão, bons smartphones ou até mesmo redes sociais como as de hoje. Então a audiência acabava ou caindo no sono ou abandonando a apresentação. O que fazer? Como despertar a atenção? Eis que alguém se lembrou do storytelling e um mundo mágico surgiu no mercado de apresentações. Ao invés de mostrar uma tabela ou um gráfico de crescimento orgânico vamos contar a história de João, que fez uma joint venture com Maria e, juntos, detonaram a concorrência no mercado de doces com um business plan mais agressivo.
Tudo para trazer as pessoas de volta ao mundo
Mas não é dever do interlocutor saber cativar a audiência? Sim. Mas também parte da audiência se predispor a participar. E não apenas de uma palestra ou aula, mas da vida – quantos casais não saem para jantar e a primeira preocupação é se tem bateria suficiente no celular? Uma vez vi duas crianças usando baterias portáteis durante um jantar, para garantirem seu entretenimento. Pior ainda: vi um almoço de executivos com um deles, pasmem, jogando Candy Crush enquanto o restante conversava.
Mas o que isso tem a ver com os desafios da comunicação? Tudo. Em uma época onde todos estão famintos por conteúdo e, principalmente, novidades instantâneas ao vivo neste exato segundo (Periscope mandou abraço), despertar a atenção tem sido um grande desafio. Creio que essa dificuldade tenha sido uma oportunidade para um novo nicho: marketing de guerrilha.
Ao invés de anúncios comuns nas revistas tradicionais, um banco da praça pintado com as cores do anunciante e cheiro de chocolate. Ao invés de um spot na rádio, uma intervenção no meio do trânsito. Ou até mesmo flashmobs! Funcionou, e ainda funciona, porque quebra o tradicional, rompe a barreira do “estou acostumado com isso todo dia”. Será que achamos a solução para os grandes desafios da comunicação?
As distrações acontecem o tempo todo. É só prestar atenção:
Semana passada eu li uma matéria no New York Times sobre um time de basquete universitário ter reinventado a forma de distrair seus oponentes. A foto deste post, de David Kadlubowski (The Arizona Republic), ilustra bem o que está sendo comuns nos jogos contra o Arizona State. E mais: estudaram o real impacto desta tática, com alguns gráficos e análises estatísticas, e viram que funciona.
Quem acharia normal encontrar um Elvis gordo dançando na arquibancada no passado agora é surpreendido por um guitarrista sem camisa ou dois soldados unicórnios (sim, isso mesmo) fazendo polichinelos. Bizarro, engraçado, e a mais pura verdade: nós também buscamos distrações.
“Marketing de Guerrilha”, o nome não poderia ser mais sugestivo: pois estamos em guerra contra as distrações, um dos grandes desafios da comunicação.
Motion Design: a verdadeira solução para os desafios da comunicação:
Ultimamente descobrimos que o design em movimento pode ser uma grande força na hora de se comunicar. O movimento, assim como o design e um bom roteiro, é muito forte para se comunicar. Afinal, ele passa mensagens mais dinâmicas, rápidas e com qualidade do que folders ou pôsteres impressos. O segredo aqui é a qualidade do MotionDesign apresentado e seu tempo: cada vez menor.

