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Um louco na plateia

“Você gosta de suco de uva?”

Esta foi a pergunta que uma pessoa da platéia fez a Luis Fernando Veríssimo, em 2005, durante a Flipinha. Mas qual era o contexto da pergunta? Nenhum. Casos como este são comuns, e certamente poderíamos colher diversas opiniões de palestrantes com longo tempo de palco, chamado “cientificamente” de louco de palestra pelo André Czarnobai.

Mas o que é um louco de palestra? É aquele que interage com o palestrante através de perguntas ou observações totalmente aleatórias e sem conexão com o assunto. Ou seja, apenas um momento onde compartilha o que tem em mente. Claro que há quem saiba interagir dentro do assunto da palestra. Mas acaba prolongando demais um momento que deveria ser curto em um momento que irá atrapalhar o evento inteiro.

Louco clássico:

Levanta, solta um enfático “gostaria de fazer uma colocação” (ou alguma variável moderna) com uma longa introdução sobre qualquer assunto (tendo ou não relação com o tema da palestra). Então, termina sem perguntar nada específico. Ou seja, seu objetivo é impressionar intelectualmente as pessoas ao redor – e você, palestrante, está incluso.

Louco militante:

Invariavelmente aproveita para culpar a exploração da classe dominante, mesmo que o tópico da palestra seja o crescimento da arte em papel machê nas atividades recreativas. Dependendo de sua formação política (no sentido de conhecer o assunto), não é bom prolongar, pois há perigo da pergunta (ou colocação) se transformar em algo maior que atrapalhe, não apenas o palestrante, mas também o evento.

Louco desorientado:

Não entende nada da palestra (e não vem entendendo desde a 2ª série, quando a professora lhe comunicou que o Sol é maior que a Terra) e, depois de muitas delongas, faz uma pergunta óbvia (que provavelmente estava claramente respondida durante a palestra).

Louco do complô:

Acredita que toda a imprensa se reúne de madrugada com o governo (ou a oposição) para pegar a mala de dinheiro.

Louco bajulador:

Utiliza o seu (pouco) tempo para tecer elogios infinitos ao palestrante – não é pago para isso, não é da família, sequer possui qualquer nível de relacionamento, apenas agracia-se de, em público, compartilhar sua admiração.

Louco coitado:

Pede desculpas por não saber se expressar, mas ainda assim aventura-se em falar por incontáveis minutos.

Louco monotemático:

Aficcionado por um único assunto (de Karl Marx a Angry Birds), busca conexão em qualquer palestra com seu assunto preferido. Difícil saber quem é este tipo, a não ser que seja um stalker que você repara em todo evento que está palestrando (ou na plateia).

Louco lírico:

A todo custo quer entoar citações, poemas ou trechos de música, a fim de mostrar empatia com o assunto da palestra. São os que mais pedem a vez de sua voz. Se você for uma pessoa antenada, poderá se dar bem e encarar com normalidade, caso contrário, precisará de jogo de cintura para retomar sua palestra.

Louco superespecialista:

Faz questão de mostrar que conhece o seu trabalho mais do que você próprio, sagaz em encontrar pontos de seu discurso que possam ser usados contra você (como alguma contradição fora de contexto ou falta de informação/clareza).

Louco carente:

Estabelece uma conexão mais humana com a palestra falando de seus problemas afetivos, existenciais e/ou mercadológicos.

Loucomilão:

Está em todos os eventos, assiste a todas as palestras. Engana-se você ao pensar que ele está interessado em aprender – ele está lá pela comida, e se você usar o Axe Dark Sensations é capaz de virar a sobremesa do happy hour.

Ingênuo aquele que acha que nunca terá alguém assim em sua plateia: até Jesus teve, por que você não teria? Se você acredita Nele ou acha apenas uma fábula cristã, de qualquer forma foi escrito antes de você usar fraldas, então prepare-se para não correr o risco de soar mais mal educado (ou mal intencionado) do que aquele que interromper sua palestra.

Somos contra eles? Não! Eles compartilham e expressam seus sentimentos durante as palestras, mesmo que em algumas ocasiões lhes falte alguma postura (como interromper uma palestra ou prolongar demais uma ideia verbal) são o tempero da plateia: diversidade intelectual. Isso mostra que independente da área que você atue, sempre haverá um (ou mais) louco de palestra para você lidar, e saber lidar é a chave fundamental para que você, palestrante, não perca a pose e ainda possa gerar frutos desta experiência.

Concluindo

Citarei o TED, evento internacional que desde 2009 é febre (que não passa) no Brasil, e uma das propostas que o torna um evento tão bacana é da palestra não ter interação entre palestrante e plateia: ele sobe ao palco, fala, desce e acabou. Acabou? Não: a interação vem nos intervalos e após o evento, quando todos estão misturados entre comida e bebida. De fato é um precioso momento onde não há o falso/forçado network, realmente ocorre de maneira natural todos conversarem e interagirem.

Independente do evento que você esteja, procure manter (sempre) a educação ao lidar com quem lhe fizer perguntas ou qualquer interação enquanto estiver sob os holofotes do momento e, principalmente, evitando que a pessoa se prolongue e atrapalhe o tempo não apenas seu, mas do próximo palestrante/atração ou do próprio evento.

Boa razão? Convide a pessoa a te procurar ao final da palestra, para conversarem, você verá como o momento será mais rico ao estar frente a frente do que a uma distância intimadora: seja um louco que idolatra, critica ou faz pontuações desconexas, ele está interessado em você (ou ele permaneceria calado, certo?) e a melhor forma de você estimular o interesse é sendo participativo, mesmo que isso aconteça em um happy hour com suco de uva.

Post inspirado em “O louco de palestra”, da Revista Piauí.

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